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Tuberculose: doença do passado, presente e futuro.

A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa que atormenta os seres humanos desde os tempos neolíticos. Dois organismos são os principais causadores da tuberculose: o Mycobacterium tuberculosis e Mycobacterium bovis.

Médicos na Grécia antiga chamavam essa doença de “tísica” para refletir seu caráter devastador. Durante os séculos XVII e XVIII, a tuberculose foi determinante de cerca de 25% de todas as mortes na Europa.

Robert Koch foi quem isolou pela primeira vez o bacilo da tuberculose em 1882 e estabeleceu a tuberculose como uma doença infecciosa.

No século XIX, os pacientes foram isolados em sanatórios e receberam tratamentos como injetar ar na cavidade torácica.Tentativas foram feitas para diminuir o tamanho do pulmão por cirurgia chamada toracoplastia.

Durante a primeira metade do século passado, nenhum tratamento efetivo se mostrava disponível. A estreptomicina, o primeiro antibiótico para combater a tuberculose, foi introduzida em 1946, e a isoniazida (Laniazid, Nydrazid), originalmente um medicamento antidepressivo , tornou-se disponível em 1952.

O M. tuberculosis é uma bactéria de crescimento lento, que se apresenta em forma de bastonete. A parede celular tem grande concentração de ácido, o que o torna hidrofóbico, resistente a fluidos orais. Além disso, a parede absorve um certo corante utilizado na preparação de lâminas para exame ao microscópio e mantém essa cor vermelha apesar das tentativas de descoloração, daí o nome de bacilos álcool-ácido resistentes.
M. tuberculosis continua a matar milhões de pessoas anualmente em todo o mundo. A maioria dos casos de tuberculose ocorre em nações em desenvolvimento cuja população possui hábitos limitados de higiene, recursos de saúde escassos e um grande número de pessoas infectadas pelo HIV.
Nos Estados Unidos, a incidência da TB começou a declinar por volta de 1900, devido à melhoria das condições de vida. Porém, os casos de tuberculose começaram a aumentar desde 1985, provavelmente devido ao aumento da infecção e pelo HIV.
A afecção continua sendo um grande problema de saúde em todo o mundo. Em 2008, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que um terço da população mundial estava infectada por bactérias da tuberculose. Com a disseminação da AIDS , a tuberculose continua a martirizar grandes populações. O surgimento de organismos resistentes a drogas ameaça tornar a doença novamente incurável.

Fonte: Portal emedicine Health

Traduzido por: José Moreira dos Santos Netto

Tabagismo: hábito que mata

O tabagismo é um dos principais contribuintes para a morte e doença entre os americanos.

Significativamente menos da metade de todos os adultos americanos fumam, sendo os homens mais adictos do que as mulheres. Americanos hispânicos e asiáticos fumam menos que brancos ou afro-americanos. Menos de um terço das pessoas com idades entre 25 e 44 anos são fumantes atuais.

Desde 1964, quando foi publicados os primeiros estudos descrevendo os perigos do tabagismo, a prevalência do tabagismo caiu entre os adultos. A incidência de câncer de pulmão, bronquite crônica e enfisema seria significativamente menos comum se as pessoas parassem de fumar.

Em comparação com um não-fumante, o tabagista se submete a riscos elevados de doenças malignas e cardiovasculares: catorze vezes maior risco de morrer de câncer de pulmão, garganta ou boca; risco quatro vezes maior de morrer de câncer do esôfago; duas vezes maior risco de morrer de um ataque cardíaco; e duas vezes maior risco de morrer de câncer da bexiga.

O uso de outros produtos de tabaco, como cachimbos, charutos e fumo artesanal, é menos comum; no entanto, os efeitos sobre a saúde desses produtos são semelhantes aos dos cigarros – particularmente sua associação com cânceres de boca, garganta e esôfago.

Tem-se dedicado cada vez mais atenção à divulgação dos perigos do fumo passivo (ambiental), da associação entre o marketing do tabaco e a iniciação do tabagismo entre os jovens, e o desenvolvimento de estratégias e medicamentos para ajudar os fumantes a parar.
De acordo com o CDC, cerca de 126 milhões de americanos não fumantes são expostos ao fumo passivo e colocam em risco problemas relacionados ao tabaco, como câncer de pulmão, doenças cardíacas e infecções respiratórias.

Além disso, um novo problema denominado “fumo de terceira mão” foi recentemente investigado. Os agentes cancerígenos gerados pela fumaça do cigarro se alojam em roupas, tapetes, cortinas e outros materiais e podem ser absorvidos pela pele humana, especialmente a de crianças e bebês. Esses carcinógenos também podem ser ingeridos e inalados em pó.

O tabagismo tem sido fortemente associado às seguintes doenças: 1) hipertensão arterial sistêmica (hipertensão arterial), 2) outras doenças dos vasos sanguíneos (como má circulação nas pernas) e aneurismas aórticos (rupturas potencialmente ameaçadoras à vida na parede da aorta), 3) doença respiratória (incluindo enfisema, câncer de pulmão, bronquite, pneumonia), 4) tumores malignos, incluindo: lábio ou boca, faringe ou laringe (cordas vocais), esôfago, estômago, pâncreas, rim, bexiga urinária, ovário e colo do útero, 5) problemas gastrointestinais, como úlcera péptica.

Traduzido por: José Moreira dos Santos Netto

Fonte: Portal Emedicine Health